Banca de Qualificação – Imaginário e Ensino de Sociologia

Banca de qualificação de mestrado – UFPel/FaE

As horas se alternam entre a responsabilidade de saber e a liberdade das fantasias, esta liberdade fácil demais do homem solitário.  (Gaston Bachelard)

A escrita da minha pesquisa de mestrado vem acompanhada por um dilema saudável que, inclusive, foi ressaltado pela banca de qualificação nesta manhã do dia 11 de junho de 2012. De um lado, deixo a escrita ser guiada pela liberdade das fantasias e dos sonhos que me fazem voar alto. Busco a autonomia do pesquisador-escritor-artista que sabe que a ciência e a docência devem, ao invés de convencer, seduzir. Ser professor é , ao mesmo tempo, ser pesquisador e mágico-feiticeiro. De outro, a certeza de que quanto mais alto o vôo maior é o tombo e que, portanto, devo ter um pé no chão, alicerçado no saber acadêmico – o porto seguro. No equilíbrio entre um e outro, saio da banca acreditando ainda mais de que a subversão acadêmica, tanto pela escrita quanto pelas idéias e propostas metodológicas, é condição necessária para a sobrevivência da inteligência humana e sobrevivência da própria ciência. Digo isso porque a parte do meu trabalho que mais foi elogiada pela competente banca é aquela em que o meu texto corre livre das censuras. Nesta parte, imerso no imaginário do pampa, eu discorro sobre os processos autoformativos que me levaram a pesquisar o que eu estou pesquisando. O cientista é um escritor disfarçado. Portanto, aqueles que querem dar alguma contribuição ao processo de construção do conhecimento precisam buscar referências não só nos manuais do trabalho científico mas na própria vida, muitas vezes ignorada pela ciência. O cientista hoje é apenas um administrador do pensamento enquanto que o escritor é o criador, potencializador de utopias. O cientista enquadra, o escritor desata e desorganiza os dados. O cientista é o eliminador de ruídos. O escritor sabe que são os ruídos que movem a ciência e o pensamento em direção a novos mundos. Eu tenho os dois em mim.

Projeto de mestrado aprovado pela Banca de Qualificação do PPGE-UFPel, às 11h15min do dia 11 de junho de 2012.

Título: Imaginário e Ensino de Sociologia: a “atenção imaginante” nas narrativas visuais sobre a cidade de Bagé

Autor: Lisandro Lucas de Lima Moura

Orintadora: Profª Drª Lúcia Maria Vaz Peres (UFPel/GEPIEM)

Professores(as) componentes da banca:

Prof. Dr. Alexandre Virgínio Assunção (IFSul-Campus Pelotas)

Profª. Drª. Denise Marcos Bussoletti (UFPel/RS)

Profª. Drª. Luciana Hartmann (UnB/DF)

Profª. Drª. Marta Nörnberg (UFPel/RS)

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3 pensamentos sobre “Banca de Qualificação – Imaginário e Ensino de Sociologia

  1. Janine disse:

    Oi Lizandro!
    Quando li o título do texto que você publicou no Face pensei: _ Que maravilha, que bela pesquisa ele vai fazer, que sacada genial e por isso acessei o link para lê-lo.
    Fiquei emocionada e lembrei muito do período de escrita da minha dissertação, das amarras acadêmicas e tudo mais. Lembrei também da minha prática na sala de aula com os adolescentes, das tentativas de os fazer irem além do que está visível e tentar aguçar a “imaginação sociológica”(MILLS). Tenho certeza que tu farás uma bela pesquisa. Acredite e siga firme.
    Um abraço.
    Janine Rossato

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  2. Lisandro Moura disse:

    Obrigado, Janine! É isso mesmo! Está sendo muito bom fazer esta pesquisa-ensino. É uma proposta de sociologia encarnada à vida! bjs

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  3. Lúcia MP disse:

    Que legal tuas reflexões… bjus

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